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Baterias de Lítio e Íon Lítio – Portal Safe
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Baterias de Lítio e Íon Lítio

Baterias de Lítio e Íon Lítio

A popularidade das baterias de lítio ou íon lítio tem crescido consideravelmente devido ao fato de serem a principal fonte de energia para uma variedade de equipamentos eletrônicos, que vão desde aplicativos pessoais como computadores e smartphones até brinquedos como modelos de controle remoto, drones e skates tipo hoverboards. Além disso, essas baterias são encontradas em muitos equipamentos com diversas aplicações nos setores industrial e médico. A principal razão para essa ampla utilização é a sua grande capacidade de armazenamento de energia (medida em ampére-hora por peso), em comparação com as baterias de NiCad e outras tecnologias.

 

Ao comparar a energia específica, percebemos que as baterias de Lítio são muito mais eficientes. Enquanto a relação de energia específica para as baterias de NiCd varia de 40 a 60 Wh/kg, nas baterias de Li-Ion estamos falando de algo em torno de 100 a 265 Wh/kg.

 

Em termos mais simples, uma bateria de NiCd de 3Ah com 7.2V (6 células) pesa aproximadamente 250g. Já uma bateria de Li-Ion com os mesmos 7.2V (2 células) e 3000mAh pesa cerca de 140g.

 

Esse aumento na capacidade energética das baterias de lítio-polímero propicia um aumento significativo nos riscos associados à sua utilização, sendo o principal deles o risco de incêndio resultante de recargas inadequadas, danos devido a quedas, contato com partes metálicas ou curto-circuito dos elementos.

 

Todos os fabricantes dessas baterias alertam seus clientes sobre esses riscos e recomendam cuidados especiais no manuseio e transporte. O fogo provocado por uma bateria de Lítio pode atingir rapidamente temperaturas extremamente altas e não requer outra fonte de ignição, combustível, podendo queimar quase que explosivamente e, consequentemente, provocar incêndios espontâneos. A combustão ocorre devido ao contato do Lítio com o oxigênio contido no ar.

 

Quando embarcamos, geralmente não nos preocupamos com o que está debaixo dos nossos pés - nos porões das aeronaves. A maioria dos passageiros pensa que, na maioria das vezes, os porões estão lotados com bagagens despachadas e, quando muito, alguma pequena carga, como correspondência dos Correios.

 

Uma das principais recomendações é o manuseio adequado durante o armazenamento, bem como cuidados ao recarregá-las. Durante o processo de recarga, é aconselhável uma vigilância constante, e não se deve tentar recarregar baterias que tenham sofrido quedas ou danos, por menores que sejam, que tenham suas células danificadas (inchaço) e NUNCA tentar recarregá-las em carregadores que não sejam os originais e recomendados pelos fabricantes.

 

Apesar das recomendações, um número elevado de incêndios tem ocorrido, resultando em diversas perdas. Portanto, este é o potencial risco do transporte dessas baterias a bordo de aeronaves, seja como bagagem despachada, bagagem de mão ou em grande quantidade como carga em aeronaves cargueiras.

 

Quando embarcamos, geralmente não nos preocupamos com o que está debaixo dos nossos pés – nos porões das aeronaves. A maioria dos passageiros pensa que, na maioria das vezes, os porões estão lotados com bagagens despachadas e, quando muito, alguma pequena carga, como correspondência dos Correios. No entanto, certos materiais perigosos têm sido transportados, e a preocupação com esses perigos potenciais de alguns tipos de bateria de lítio transportados como bagagens despachadas ou carga torna-se evidente.

 

Em 2010, uma aeronave de carga da United Parcel Service (UPS) caiu ao pousar em Dubai, e outro Boeing 747 de carga operado pela Asiana Airlines caiu no mar perto da península da Coreia do Sul em 2011. Ambos os aviões estavam transportando carregamentos de baterias de lítio, entre outras cargas. Embora as baterias no compartimento de carga não tenham sido especificamente declaradas como a causa de qualquer um desses acidentes, há especulações de que possam ter contribuído de alguma forma.

 

Atentas a esses potenciais riscos, as autoridades aeronáuticas mundiais, lideradas pela OACI (Organização da Aviação Civil Internacional), através do Anexo 18 e Doc 9284-AN/905 e suas normativas relacionadas pela IATA no DGR 50ª edição e pela ANAC pelas IS 175-001 (Instruções de Serviço), entre outros, passaram a restringir de forma especial o transporte de baterias de lítio, normatizando os cuidados mínimos para o transporte.

 

 

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Ivan Carvalho

COO SAFE Escola de Aviação Civil

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